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06 de maio de 2015 Pesquisa mostra que custos das operadoras de planos de saúde aumentaram 17,7% nos últimos 12 meses
nos últimos 12 meses

Os custos das operadoras de planos de saúde com consultas, exames, terapias e internações cresceram 17,7% nos 12 meses encerrados em junho de 2014, segundo apurou o Índice de Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH)do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

Esse é o segundo maior índice da série histórica do índice, menor apenas do que os 18,24% do período encerrado em março de 2014. O resultado dos últimos 12 meses é 11,2 pontos porcentuais superior ao índice de preços ao consumidor amplo (IPCA), que ficou em 6,5% no mesmo período.

O VCMH/IESS é o principal indicador utilizado pelo mercado de saúde suplementar como referência para o comportamento dos custos. O cálculo utiliza os dados de um conjunto de planos individuais de operadoras, e considera a frequência de utilização pelos beneficiários e o preço dos procedimentos. Dessa forma, se em um determinado período o beneficiário usou mais os serviços e os preços médios aumentam, o custo apresenta uma variação maior do que isoladamente com cada um desses fatores.

A metodologia aplicada ao VCMH/IESS é reconhecida internacionalmente e aplicada na construção de índices de variação de custo em saúde nos Estados Unidos, como o S&P Healthcare Economic Composite e Milliman Medical Index.

Na última divulgação do VCMH/IESS, em agosto do ano passado, o indicador acumulava alta de 16% nos 12 meses encerrados em dezembro de 2013. Agora, a alta foi de 17,7% e, segundo projeção do IESS, o ano de 2014 deve ser encerrado com variação entre 17% e 18%.

Para o superintendente-executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro, a permanência do VCMH/IESS em um patamar de dois dígitos é fator de preocupação para a sustentabilidade da saúde suplementar brasileira. ?Sabemos que as variações de custos da saúde acima da inflação são um fenômeno mundial. Entretanto, o caso brasileiro é muito preocupante, porque o aumento dos custos tem se mantido em patamar muito alto?, argumenta.

Os gastos com Internações registraram alta de 17,3% nos 12 meses encerrados em junho. As despesas com terapias subiram ainda mais, 21%, no mesmo período. Contudo, entre os grupos de procedimentos analisados pelo VCMH/IESS, internações são responsáveis pela maior parte dos gastos das operadoras, respondendo por 61% do total. No período, os gastos com exames subiram 14,1% e, com consultas, 10,8%.


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