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25 de maio de 2015 Biomarcadores podem detectar sinais de Alzheimer

Sofrer um lapso de memória durante uma palestra, se esquecer de uma palavra e perder-se no caminho para casa. Estes são os primeiros sinais de que algo não vai bem com Alice Howland. A professora e pesquisadora de linguística interpretada pela atriz Juliane Moore no filme Para Sempre Alice descobre ser portadora de um tipo raro de Alzheimer, genético e hereditário. Enquanto a trama segue mostrando o progresso da doença de Alice, seus filhos têm a opção de realizar um exame genético para verificar se seriam portadores do gene da doença.

Pode parecer coisa de cinema, mas os testes de  genética preventiva ? ou medicina personalizada ? já são capazes de revelar riscos genéticos para o desenvolvimento de doenças a partir da simples coleta de células da mucosa bucal. Segundo o bioquímico Marcos Kozlowski, responsável técnico do LANAC ? Laboratório de Análises Clínicas, os exames não revelam se o paciente terá ou não determinada doença, mas sim se ele tem chances de desenvolvê-la em algum momento da vida. ?Assim, pessoas mais predispostas a determinadas patologias podem adotar medidas preventivas simples ou assumir procedimentos mais rígidos para a prevenção, de acordo com orientações do médico?, explica. Em muitos países, as avaliações deste tipo já foram incorporadas pela saúde pública, proporcionando redução de custos e de mortalidade significativos.

A detecção de qualquer doença grave em seus primeiros estágios é essencial para o sucesso do tratamento. No caso do Alzheimer, o diagnóstico precoce é ainda mais importante, já que a doença não tem cura e o único recurso disponível é o controle do distúrbio, por meio de medicamentos. ?Ainda não existem remédios capazes de evitar a condição, mas sim de controlar o seu avanço. Portanto, identificar os mecanismos associados ao Alzheimer ajuda os cientistas a entenderem melhor a doença e pode auxiliar outros estudos que tentam descobrir formas de impedir que a ela se desenvolva?, conta Kozlowski.

No Brasil, os exames mais modernos são capazes de identificar a doença ainda em sua fase inicial. De acordo o especialista, uma das características do Alzheimer é o aumento da concentração de fragmentos de proteínas chamadas beta-amiloide, que começam a desenvolver estruturas tóxicas e a formar placas no cérebro das pessoas afetadas. Por meio de biomarcadores, é possível avaliar a presença de lesões neuronais decorrentes da presença das proteínas. Além disso, tais exames evitam que o Alzheimer seja confundido com outros distúrbios neurológicos relacionados à idade, como a esclerose, por exemplo.

Principal causa de demência entre pessoas com mais de 60 anos, o Alzheimer afeta, hoje, cerca de 36 milhões de pessoas ao redor do mundo e aproximadamente 1,5 milhão de pessoas no Brasil. Os portadores da doença sofrem com alterações de comportamento, desorientação espacial e apresentam dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia, como alimentar-se ou vestir-se sozinha. Não reconhecem mais os amigos nem a família, com o tempo, perdem até mesmo a identidade. Esses sintomas caracterizam estágios mais avançados.


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